Românticas presentes para amantes

Romace em amesterdão - Tiago Rebelo

2020.04.09 20:59 wolfsuper Romace em amesterdão - Tiago Rebelo

SINOPSE
Quando o amor parecia diluído no tempo, eis que volta a ser vivido no presente. Uma história apaixonante. Passaram quinze anos desde a última vez em que Mariana e Zé Pedro estiveram juntos - tempo que poderia ter sido suficiente para fazer desmaiar os tons da paixão se os amantes fossem outros, se o sentimento não tivesse calado tão fundo nas suas almas. Mariana imaginara, milhares de vezes, o reencontro; Zé Pedro desesperara por voltar a vê-la. E, sem que nada o fizesse prever, um brevíssimo encontro, numa estação de metro apinhada de gente, vem tornar aqueles quinze anos quase irreais. Quando tudo parecia ter sido aplacado pelo tempo, quando tudo o que acontecera em Amesterdão parecia confinado ao universo das fantasias românticas e do sonho, eis que o passado ressurge e se impõe, com um ímpeto que os esmaga, que lhes revolve o coração. Mas peças no tabuleiro do jogo da vida são múltiplas e, não raras vezes, dotadas de vontade própria. A felicidade, alada e colorida, é tão apetecível quanto caprichosa - e sempre imprevisível.
Tiago Rebelo é um escritor que nos faz procurar compreender quem somos através das suas histórias empolgantes e dos seus personagens consistentes. Com uma década de produção literária recheada de êxitos, é um dos autores preferidos do público português, sendo os seus livros uma presença habitual nos lugares cimeiros das principais tabelas de vendas nacionais. A sua obra está disponível em países como Angola, Brasil, Moçambique, Itália, Suiça e Argentina.
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2020.04.07 21:51 Miragehead Liberdade ou amizade.

Foi na intensidade do sonho que o espírito fugiu do cárcere. Em um jantar entre amigos conheceu um Tiago diferente, diferente dos outros que conhecera. Milhas longe de casa, intercambista em um país ao norte, em uma cidade cosmopolita e cultural. Sua mente encontrava-se num transe vertiginoso, e todo contato, e todo o olhar, e toda a voz o esfriava o estômago. Do Tiago se aproximou e imergiu numa amizade distinta regada a uma conversa mais profunda, a uma experiência mais arguta, à liberdade de ser todos os Julios que jamais fora. Era também um Julio diferente de todos que conhecera, diferente de antes.
Clubes noturnos, bares, pubs, Le Diable Vert, um bar underground com público em sua maioria nativo. Ambiente escuro, de clima secreto e hedonista. Convenceu Tiago a beijar uma francesa ruiva que não cessava de o olhar. Sabia que Tiago não gostava de francesas, nem de ruivas. Mas queria sensualidade, queria dividir a francesa, que logo depois caiu também nos seus braços. Em certo momento, a francesa quis partir e o puxava pelas mãos, pois não queria ir embora só. Julio indagou ao amigo se queria se juntar a eles. Negativo. Deu um beijo na moça de cabelos vermelhos e partiu para estação de metrô com Tiago.
Não entendia. Trocara uma noite sensual pela espera no frio gélido junto ao amigo, até que a estação de metrô abrisse, pois já era tarde e precisavam esperar pela alvorada. As conversas derramadas por horas, as risadas e o brilho no olhar eram para ele mais interessantes, mais atrativos. Como se o filos fugisse do eros, mas pretendesse o encontrar no final de forma surpreendente. Aquilo fazia parte de uma pulsão inconsciente. Não pensava nisso, mas agia sem sentir culpa e nem arrependimento, já que a opção mais prazerosa tinha sido tomada.
Tudo se tornava motivo para encontrar Tiago. Às vezes se sentia encabulado de o telefonar e o chamar para sair por mais uma vez. Não queria parecer chato, grudento, impertinente... Então chamava alguém em comum para sair e se certificava de que o amigo também fosse indiretamente convidado. A amizade cresceu, e se convencia de que tinha feito um desses amigos para vida toda. Se convencia, se convencia e se convencia. Arrumou uma dinamarquesa e começou a encontrá-la sempre. Iam ao cinema, a pista de patinação no gelo, às galerias subterrâneas, ao parque... ele, ela e Tiago. Sempre arrumava uma forma de tê-lo presente, pelo menos, na maioria das vezes. A dinamarquesa o questionava do porque daquele homem ao lado deles no escurinho do cinema, nos momentos feitos para serem a dois. Dizia que só faltava o convidar para uma noite romântica em um motel. Julio ria, desconversava, refletia, refletia e refletia.
O romance durou algumas semanas, mas enfim a dinamarquesa voltara ao outro continente. Não existia mais ninguém entre os dois amigos. Compreendeu o quão preciosa era a liberdade, apesar de ela lhe ser constantemente arrancada, não de uma forma literal, mas através de um campo psíquico forte criado por ele mesmo. Tirava e minava as próprias liberdades como que num ato de auto-flagelo. Julio tomara consciência disso. Encarcerava a sua liberdade ao confundir os carinhos, os olhares e a poderosa intimidade. A partida da amante foi uma catarse. Tiago o atraía de uma forma diferente. Não era físico, mas era sexual. Queria imergir em Tiago, sentir as palavras e as entrelinhas. Era cheio de entrelinhas e estruturas misteriosas. A sua aura era uma profusão de mensagens e Julio queria decodificá-las uma a uma. Querer. Tudo se tratava de querer, de entender os quereres, pois nunca havia querido daquela forma. Era uma vontade forte e poderosa que nunca negara, mas só agora a compreendia. Julio era livre, porém pecara pela incompreensão.
Num clube noturno, cobertos por luzes policromáticas, Julio rompeu a fronteira, o abraçou e beijou. O beijou lentamente. Sentiu nos sinais dos movimentos a confusão do amigo, que não esperava o ato. Confusão, regojizo e entrega. Sentiu a conversão de um no outro de forma suave. Passava as mãos pelos braços até as mãos de Tiago, que se entrelaçavam e se desfaziam querendo sentir outras partes. As costas, as costelas, o rosto. Imergiu num êxtase e tudo ali se resumia aos dois. Estavam em seu próprio microcosmo. O calor daquele corpo o trazia um conforto diferente, como se seus anseios pudessem repousar ali. A língua maior, as mãos mais ásperas e os músculos o davam sensação de familiaridade. Gostou daquela igualdade, da substituição do frágil pelo viril. Não obstante, eram detalhes, não era o corpo que o atraía, era a essência. Queria fugir para casa com ele para que tivesse a oportunidade de ler aqueles olhos, aquele sorriso e todos os sinais do corpo daquele ser. Queria amá-lo e se cobrir da felicidade de ser explorador. As respirações eram fortes. Tiago o apertava com força contra o peito e, então, percebeu que sempre fora recíproco. Era igualmente amado e realizava, ali, uma simbiose nova.
Na cama de Tiago se olhavam, conversaram pouco, pois a comunicação entre os dois se dava por outras vias. Beijavam-se com paixão. A suavidade e delicadeza deram lugar a testosterona, aos apertos mais fortes, à vontade impossível de unir os espíritos e ultrapassar a matéria. O corpo era a película do cerne. Intransponível por via de regra, porém acessível na medida em que traziam um ao outro com força para si mesmos. As roupas tornaram-se obstáculos, foram uma a uma retiradas até que estivessem vestidos apenas com a própria pele. Roçavam os pés, as pernas e respiravam descompassadamente. Os diafragmas dançavam e os abdomens tocavam um o do outro. Julio, num lapso, se afastou, segurou-o com força contra o colchão e fez sinal para que ficasse ali, quietinho. Aproximou a poltrona, que ficava contra a parede, para perto da cabeceira. Sentou-se e observou Tiago por longos minutos. A cama era o cenário de sua peleja, o homem, o objeto de sua paixão. O amigo se tornara amante, deleite e alegria. Não podia parar de observá-lo, ficaria ali sentado por toda a noite, até que ele dormisse e então pudesse o assistir sonhando. Mas Tiago não permitiu, o persuadiu com ternuras e carícias a voltar para os lençóis. Para Tiago aquilo era muito mais físico, e o seu ardor clamava pela outra pele, pela língua, pelas pernas, pelo tórax, pelo sexo... Amaram-se pela madrugada, gozaram e dormiram. Tiago dormiu. Júlio voltou à poltrona.
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2020.03.15 23:42 mateusss_ Textos sem sentido.

sentir está no seu olhar
meu sentir foi-se no meu falar.
sinto, não minto
meus poemas passados tem sido tragos de retratos de uma vida pacata.
Poemas vulgo DvDs piratas, diamantes. De sangue, raros e importados da fronteira dos meus sentidos.
Poemas sem sentidos, lidos, e relidos, que para o qual possuem sentidos,
sentidos censurados, aos mais chegados, pérolas encontradas no tesouro de um navio naufragado.
meu amor, sou um cubo magico modificado pela dor.
sentir-se nunca se sentiu tão presente em meu agir.
logo sinto que os cacos deixados por este ataque em meu coração causaram um grande problemão aos estaleiros, ou fuzileiros sei-lá, mau-humor.
tratei ela como um lixo, talvez porque me sentisse como , juro que senti e quis reciclar essa bomba que reproduziu-se na tal atitude.
não te iludo, não sinto, se sinto, não minto ao desejar-te ao meu lado no final desta comédia romântica.
este look em você é um encanto.
no canto do meu sentir causei um estrago em hiroshima, comparação permuta do meu de agir com todos. eles elas , amadas , amantes , amor, amores e até a mãe que o poeta em excesso ama.
mais que tudo, não luto, no luto, reluto no bar, peço ao meu sentido de desprezo e Abnegação que retira-se caridosamente desta mesa, se possível que vá para bem longe.
foda-se minha vida.
não me diga que você pode salvar esta merda meu amor
garota qualquer você não pode.
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